sexta-feira, 22 de julho de 2011

Neto de Freud: Pintor Lucian Freud morre aos 88 anos


O pintor britânico Lucian Freud morreu na sua casa em Londres na noite de quarta-feira, aos 88 anos, mas a notícia só foi divulgada esta quinta-feira. Além de ser um dos grandes nomes da arte figurativa, cujos retratos não deixavam ninguém indiferente, era também conhecido por ser neto de Sigmund Freud, o inventor da psicanálise, que trocou a Alemanha pela Inglaterra devido à ascensão ao poder de Adolf Hitler.

Nascido em Berlim a 8 de Dezembro de 1922, Lucian mudou-se para Londres em 1933 e acabou por estudar artes, sem que isso o impedisse de alistar-se na Marinha Mercante durante a II Guerra Mundial, cruzando o Atlântico para ir buscar mantimentos ao Canadá.

Terminados os combates e abandonada a vida em alto mar, Lucian Freud começou a impressionar o meio artístico londrino com os seus retratos, dedicando-se a partir dos anos 50 a pintar nus em que os seus modelos eram levados ao limite.

Fez um retrato da rainha Isabel II de Inglaterra em 2001, acabando por ser receber ataques dos tablóides britânicos, que o acusaram de transformar a soberana num "travesti".

Contribuição: Correio da Manhã

Bullying: violência na escola

O bullying vem se tornando uma prática comum dentro das escolas. Fatos como implicância, discriminação e agressões físicas e verbais têm se mostrado frequentes, causando dor, angústia e sofrimento.

Esse comportamento de algumas crianças e jovens caracteriza-se por ser sempre intencional e realizado repetitivamente, sem motivação específica, segundo o Instituto de Psicologia da USP. Sendo assim, o agressor humilha e deprecia, pois quer ser “mais popular”, sentindo-se poderoso, e com isso obtém uma boa imagem de si.

Em decorrência disso, a vítima costuma ser tímida e distancia-se do resto da turma pela aparência física - raça, altura e peso - pelo comportamento ou ainda, pela religião. O educando atingido pelo bullying costuma ficar retraído e sofre, se tornando, assim, um alvo mais fácil, de acordo com dados do Unicef.

Portanto, faz-se necessário que a escola crie possibilidades de prevenção, como: estabelecimento de limites e o trabalho com os valores éticos, morais e sociais. A solução se dá através do diálogo com os envolvidos, tanto agressores, quanto vítimas e seus familiares. Além disso, em situações extremas, encaminhamentos a outras instâncias, como delegacias especializadas.

Contribuição: Agora - Jornal do Sul

Autor: Matheus de La Rocha Romeu – 4º Ano – Eletrotécnica- IFRS- Campus Rio Grande

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Depressão na Contemporaneidade

Pessoal, estamos organizando uma palestra para o dia 13 de Agosto de 2011, com o tema: Depressão na Contemporaneidade, ministrada pela professora psicologa mestre Silvana Farinha - certificação de 4h pela Faculdade Pitágoras. Confirme mais informação no banner abaixo e faça sua inscrição.

sábado, 16 de julho de 2011

PALESTRA: DEPRESSÃO NA CONTEMPORANEIDADE

"Bullying é problema de saúde mental", diz pesquisadora

Chamar a atenção 'na dura' não resolve. Para que a intervenção aconteça de maneira efetiva, é necessáio uma coleta de dados precisa sobre as agressões

Apesar de ocupar recente destaque na mídia, o bullying é um fenômeno antigo. Data do início dos anos 80 um dos primeiros estudos sobre o assunto, de autoria do professor Dan Olweus, da Universidade de Bergen, Noruega. Ele investigava o caso de três jovens com idades entre 10 e 14 anos, que haviam cometido suicídio em 1982, como resultado da agressão de um bully – quem pratica o bullying.

Quase 20 anos depois, os resultados das agressões continuam tendo o mesmo fim e por este motivo o assunto tem preocupado além de pais, professores e profissionais, autoridades que buscam nas políticas públicas tentar coibir a ação dos chamados "valentões".

"Existe uma relação entre saúde mental e bullying. Sejam os jovens agressores, vítimas, os dois (quando sofrem e praticam bullying) ou espectadores, sabemos que em muitos casos, a depressão e a ansiedade podem ser co-ocorrência de problemas. Eu sempre avalio para depressão e ansiedade quando estou trabalhando com os jovens que estão envolvidos em bullying. Bullying é um problema de saúde mental", afirma Susan Swearer, professora na Universidade de Nebraska, nos EUA, e autora de diversos estudos sobre o tema.

De acordo com a psicóloga, o fenômeno varia de acordo com o local onde ocorre. Isto sugere que existam condições psicológicas e sociais que favorecem a ocorrência deste tipo de agressão. "Estou cada vez mais convencida de que o bullying é um problema socioecológico e que o indivíduo, a família, os pares, a escola, a comunidade e todos os fatores sociais influenciam ou não sua ocorrência".

Neste sentido, para a autora, as intervenções devem ser elaboradas com base em dados coletados nos locais onde ocorrem. "As intervenções devem se basear em evidências. O que pergunto a alunos, pais e educadores é: Quais são as condições em sua escola (família, comunidade) que permitem a ocorrência deste tipo de agressão? Na resposta encontramos as áreas que devemos abordar em uma intervenção. Já que o fenômeno varia, cada local deve ter seus próprios dados para planejar intervenções eficazes, a fim de mudar as condições que estão alimentando o bullying em sua própria escola e comunidade".

Falta de padrões dificulta identificação de agressor e vítima

Segundo Susan, não existe um perfil padrão de quem será um possível bully. "Se as condições ambientais são favoráveis, então qualquer um pode ser um bully. A mãe de uma menina vítima de bullying que cometeu suicídio me disse que as garotas que agrediam sua filha eram apenas ‘crianças normais’. As condições naquela escola e naquela cidade eram um campo fértil para agressores".

A pesquisadora aponta que existe uma dinâmica entre bullying e vitimização. De acordo com um de seus estudos, crianças que sofrem bullying em casa de seus irmãos ou parentes são mais propensas a serem bully na escola. "O que sabemos é que, se não tratadas, as crianças aprendem que praticar bullying é uma forma eficaz de conseguir o que se quer. E é provável que continuem com este comportamento na idade adulta. Assim, é fundamental intervir e parar o bullying durante os anos em idade escolar".

Da mesma forma, não existe um perfil das crianças mais propensas a cometer suicídio como resultado do bullying, por exemplo. "No livro Bullycide in America (‘Bullycídio na América’, 2007), mães de crianças vítimas de bullying que haviam cometido suicídio compartilham suas histórias e todas são diferentes. Em comum, apenas o trágico desfecho". Segundo Susan, existe uma conexão entre sofrer bullying e desenvolver depressão, e a depressão é um fator de risco para o suicídio. "Desta forma, pais e educadores devem prestar atenção em crianças com sinais e sintomas de depressão".

Tecnologia impacta bullying de forma negativa

"Computadores, telefones celulares, sites e redes sociais são condições que permitem que o bullying ocorra. O que antes se limitava a um encontro cara a cara e em locais específicos, agora pode acontecer durante 24 horas, sete dias por semana". Uma maneira indicada por Susan de proteger as crianças é limitar ou monitorar o uso destas tecnologias. "Eu pergunto aos pais: você deixaria sua filha de 12 anos andar sozinha por um beco escuro? Então, por que a deixa usar o computador e mandar mensagens de texto sem acompanhar?". Para a psicóloga, pais e filhos não conseguem perceber o lado negativo da tecnologia e das redes sociais.

Contribuição: BondeNews
Créditos: este material aparece originalmente em inglês como Bullying: What Parents, Teachers Can Do to Stop It. Copyright © 2011 da American Psychological Association (APA). Traduzido e reproduzido com permissão. A APA não é responsável pela exatidão desta tradução. Esta tradução não pode ser reproduzida ou, ainda, distribuída sem permissão prévia por escrito da APA.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Londrina: donos de clínica são denunciados por homicídio

O Ministério Público denunciou por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) o médico Paulo Nicolau, proprietário da Clínica Psiquiátrica de Londrina (CPL) e a Villa Normanda Psiquiátrica Comunitária, ambas localizadas no Jardim Shangri-lá, zona oeste. A denúncia criminal foi feita na última quinta-feira (7).

Nicolau e outros funcionários da área de enfermagem foram responsabilizados pela morte de dois internos, Deisi Maria Maistrovicz, 48, e Dorival Jesuíno da Silva, 59. Eles morreram no ano passado após terem sido espancados no interior da clínica por outros pacientes. Deisi morreu em setembro de 2009 e Dorival em 31 de janeiro de 2010.

O promotor de Defesa da Saúde Pública de Londrina, Paulo Tavares, explicou que os responsáveis pela instituição foram negligentes com os cuidados com os pacientes e em razão disto, foram mortos.

O MP entendeu que a falta de profissionais de enfermagem provocou o duplo homicídio dentro da clínica. As vítimas morreram em virtude de traumatismo craniano. "Nos entendemos que houve negligência por parte da direção e da equipe de enfermagem", concluiu o promotor.

No final do ano passado, o MP já havia ingressado com uma ação civil pública pela falta de profissionais.

Além de Paulo Nicolau, também foram denunciados por homicídio culposo, Irma Carolina de Moraes Nicolau, Maria Lúcia Silvestre, Andreia Valéria Matos e Clenia Amoritis. Já Junior Misael Anama, paciente que cometeu agressão a Dorival foi denunciado por lesão corporal seguida de morte.

O advogado das clínicas, Marcos Dauber, informou que só irá se pronunciar sobre o caso após ter acesso a ação mas negou qualquer negligência da clínica na morte dos pacientes.

Contribuição: Bondenews - com informações da rádio CBN.