quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Resumo de 2010


O mundo está acabado...

O Faustão está magro, Silvio Santos quebrado,

Tiririca alfabetizado, o Edson Celulari divorciado e o financiamento do novo estádio do Corinthians aprovado!

O poder econômico da Europa foi rebaixado, o dólar desvalorizado, o WikiLeaks censurado e o uso da camisinha pelo Papa foi liberado!

O imposto está elevado, Complexo do Alemão pacificado, o salário dos
deputados aumentado, a Dilma promove um político encalhado (Michel temer)
e o Lula finge ser cidadão de São Bernardo!

O trânsito está complicado, o ENEM desmoralizado, O PT beneficiado e o
Richarlyson chamou o juiz de viado!"

Contribuição: Blog Café com Pizza

domingo, 30 de janeiro de 2011

Sonho De Uma Flauta



O Teatro Mágico


Nem toda palavra é
Aquilo que o dicionário diz

Nem todo pedaço de pedra
Se parece com tijolo ou com pedra de giz
Avião parece passarinho
Que não sabe bater asa
Passarinho voando longe
Parece borboleta que fugiu de casa

Borboleta parece flor
Que o vento tirou pra dançar
Flor parece a gente
Pois somos semente do que ainda virá

A gente parece formiga
Lá de cima do avião
O céu parece um chão de areia
Parece descanso pra minha oração

A nuvem parece fumaça
Tem gente que acha que ela é algodão
Algodão as vezes é doce
Mas as vezes né doce não

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
E o mundo é perfeito

Eu não pareço meu pai
Nem pareço com meu irmão
Sei que toda mãe é santa
Sei que incerteza traz inspiração

Tem beijo que parece mordida
Tem mordida que parece carinho
Tem carinho que parece briga
Tem briga que aparece pra trazer sorriso

Tem riso que parece choro
Tem choro que é por alegria
Tem dia que parece noite
E a tristeza parece poesia

Tem motivo pra viver de novo
Tem o novo que quer ter motivo
Tem a sede que morre no seio
Nota que fermata quando desafino

Descobrir o verdadeiro sentido das coisas
É querer saber demais
Querer saber demais

Sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
O dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar

Mas sonho parece verdade
Quando a gente esquece de acordar
E o dia parece metade
Quando a gente acorda e esquece de levantar
E o mundo é perfeito...

domingo, 28 de novembro de 2010

Dor de Cotovelo Virtual

Uma pesquisadora americana diz que as redes sociais tornaram os términos de relacionamentos ainda mais difíceis. Os brasileiros concordam.


DETETIVE
A enfermeira Paula Bortolotti, em sua casa, em Santo André. Bisbilhotar o Orkut do ex prolongou namoro em crise.

A enfermeira paulista Paula Bortolotti, de 28 anos, diz que demorou quatro anos para terminar definitivamente um namoro em crise. As diversas idas e vindas aconteciam porque ela não conseguia se desconectar do ex na internet. Como os dois haviam apagado seus perfis no Orkut durante o relacionamento para evitar brigas, a maneira que Paula encontrou de bisbilhotar a vida do rapaz foi usar o perfil de uma amiga dela para fuçar a página dos amigos dele. “Eu olhava o perfil dos amigos mais próximos dele para procurar alguma coisa sobre ele”, diz. E encontrava. Todos os indícios de paqueras e flertes eram devidamente checados. A enfermeira ia tirar satisfações com o ex, os dois discutiam e acabavam voltando. E ela continuava monitorando os passos do moço na rede. O que reiniciava o ciclo. Ao contrário de Paula, o arquiteto mineiro Bruno Ferreira, de 30 anos, apagou a ex-namorada de seus contatos no Facebook assim que o namoro de dois anos terminou. “Eu não queria saber nada sobre a vida dela para poder esquecê-la mais rápido”, diz. Mas, como os dois tinham muitos amigos em comum na rede social, isso não foi possível. “Eu sempre via um comentário ou uma foto dela nas atualizações de algum amigo em comum.” Para evitar a tortura, Bruno decidiu sair do Facebook.

Paula e Bruno são dois exemplos de uma praga que acomete os términos de relacionamentos no século XXI: a dor de cotovelo virtual. Com mais de 900 milhões de usuários em todo o mundo – 35 milhões no Brasil –, todos ávidos por falar sobre sua intimidade e vasculhar a dos outros, as redes sociais tornaram-se o ambiente perfeito para a propagação dessa nova modalidade de fossa. Além de manter os ex-pombinhos conectados virtualmente (por vontade própria ou não), as redes sociais também se tornaram uma das principais maneiras de comunicar ao mundo (em alguns casos, até ao parceiro) o fim de um relacionamento. É o que mostra o recém-lançado livro Breakup 2.0 – Disconnecting over new media (Rompimento 2.0 – Desconectando-se através das novas mídias, ainda sem tradução no Brasil), da antropóloga americana Ilana Gershon. Durante quatro anos, a professora da Universidade Indiana entrevistou 72 universitários para investigar se os meios digitais influenciavam os finais de relacionamentos. Descobriu que sim. “Rompimentos sempre foram difíceis. As novas mídias tornaram esse processo ainda mais doloroso”, disse Ilana a ÉPOCA.

"Ceder ao impulso de espiar a vida do ex prolonga o sofrimento"
LIDIA WEBER, psicóloga

Antigamente, bastava apagar o nome da pessoa da agenda e deixar de frequentar alguns lugares para evitar o contato com o ex. Agora é preciso deletar o indivíduo do Facebook, do Orkut, do Twitter etc. Isso se o ex-casal não tiver contatos em comum nessas redes sociais. E, se esses amigos compartilham – no caso do Twitter, retuitam – as informações de amigos dos amigos, será preciso pedir gentilmente a eles que parem de repassar as informações indesejadas. Ou apagá-los também. Para piorar, agora também é preciso romper duas vezes. Mudar o status de “namorando” ou “casado” para “solteiro” no Orkut e no Facebook tornou-se um momento tão importante quanto o rompimento na vida real. “É o equivalente a oficializar a separação”, diz Ilana.

Em suas pesquisas sobre o uso das mídias sociais, a especialista em redes sociais Raquel Recuero, professora da Universidade Católica de Pelotas, do Rio Grande do Sul, descobriu que a primeira coisa que jovens e adolescentes fazem ao terminar um relacionamento é atualizar o perfil nas redes sociais. Muitos reformulam o perfil. E quem está fora da rede social entra após um rompimento. “As pessoas veem as redes sociais como uma forma de anunciar ao mundo que estão disponíveis. Ou não”, diz.

Para os ex-amantes inconformados, as redes sociais podem ser um instrumento de tortura. “É como tentar parar de fumar com uma porção de maços de cigarro espalhados pela casa”, diz o psicólogo Ailton Amélio. A psicóloga Lidia Weber, da Universidade Federal do Paraná diz que o término de um relacionamento equivale a uma pequena tragédia, cujos efeitos no cérebro podem ser comparados à abstinência de drogas. “Ceder ao impulso de espiar a vida do ex prolonga esse sofrimento.” A recomendação dos especialistas àqueles que desejam curar a dor de cotovelo virtual é resistir à tentação de dar a primeira clicada. Paula diz que só assim conseguiu se libertar do ex. “Percebi que, se não parasse de bisbilhotar a vida dele na internet, eu nunca conseguiria sair da relação.” Os dois agora são bons amigos... no Orkut.

Contribuição: Revista Época

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Professores universitários denunciam bonapartismo


Manifesto em Defesa da Educação Pública

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Contribuição: Site ViOMundo

Saiba como aderir ao Manifesto em Defesa da Educação Pública:

Clique aqui:
http://www.viomundo.com.br/politica/professores-denunciam-bonapartismo-de-serra.html

sábado, 16 de outubro de 2010

Marina,... você se pintou?


*Por Maurício Abdalla

“Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo.
Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?
Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.
Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.
Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.
Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.
“Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.
Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.

*Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Marina neles!!!


Gravações ontem até 4hrs da madruga. Subo a serra agora e vou de encontro a minhas montanhas internas, o silêncio me conduzirá até elas.
Domingo será de volta ao Rio pra votar na Marina da Silva. Já pensaram que sonho essa mulher à frente do Brasil? Fico imaginando a figura frágil abismando o planeta com o tamanho de sua dignidade. Marina da Floresta naquelas reuniões de primeiro mundo, entre os grandes, ali vestida com o recato fora de moda (mas todo seu, único), um tonzinho nos lábios à base de beterraba cozida, um toque nos olhos, a sobrancelha por fazer e o sorriso calmo dos que abraçam a verdade. Seu vice é o melhor dos vices, homem simples, que, do nada, fez a Natura, aquele império de sucessos. Por aí se vê que Marina na cabeça do país se cercará dos melhores. Não dos amigos, asseclas, parentes, ou políticos desqualificados, mas de competentes técnicos para cada setor. Lá no topo da liderança ela será um lindo exemplo de retidão e eficiência, para que todo cidadão repense seus próprios atos e formas, e assim, se reinvente na conquista de um país melhor. Que assim seja!

Acabo de ver o debate, Serra, muito preparado, apresentou possibilidades de soluções concretas (ainda que mts vezes, utilizando exemplos pontuias). Marina falou de forma abrangente, de seu conceito para um país q precisa ser encarado com ideias novas e factíveis. Fico com ela nesse primeiro turno, dou meu voto para a modernidade, clareza, probidade, e retidão.

Contribuição: Blog Maitê Proença