terça-feira, 19 de outubro de 2010

Professores universitários denunciam bonapartismo


Manifesto em Defesa da Educação Pública

Nós, professores universitários, consideramos um retrocesso as propostas e os métodos políticos da candidatura Serra. Seu histórico como governante preocupa todos que acreditam que os rumos do sistema educacional e a defesa de princípios democráticos são vitais ao futuro do país.

Sob seu governo, a Universidade de São Paulo foi invadida por policiais armados com metralhadoras, atirando bombas de gás lacrimogêneo. Em seu primeiro ato como governador, assinou decretos que revogavam a relativa autonomia financeira e administrativa das Universidades estaduais paulistas. Os salários dos professores da USP, Unicamp e Unesp vêm sendo sistematicamente achatados, mesmo com os recordes na arrecadação de impostos. Numa inversão da situação vigente nas últimas décadas, eles se encontram hoje em patamares menores que a remuneração dos docentes das Universidades federais.

Esse “choque de gestão” é ainda mais drástico no âmbito do ensino fundamental e médio, convergindo para uma política de sucateamento da Rede Pública. São Paulo foi o único Estado que não apresentou, desde 2007, crescimento no exame do Ideb, índice que avalia o aprendizado desses dois níveis educacionais.

Os salários da Rede Pública no Estado mais rico da federação são menores que os de Tocantins, Roraima, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Espírito Santo, Acre, entre outros. Somada aos contratos precários e às condições aviltantes de trabalho, a baixa remuneração tende a expelir desse sistema educacional os professores qualificados e a desestimular quem decide se manter na Rede Pública. Diante das reivindicações por melhores condições de trabalho, Serra costuma afirmar que não passam de manifestação de interesses corporativos e sindicais, de “tró-ló-ló” de grupos políticos que querem desestabilizá-lo. Assim, além de evitar a discussão acerca do conteúdo das reivindicações, desqualifica movimentos organizados da sociedade civil, quando não os recebe com cassetetes.

Serra escolheu como Secretário da Educação Paulo Renato, ministro nos oito anos do governo FHC. Neste período, nenhuma Escola Técnica Federal foi construída e as existentes arruinaram-se. As universidades públicas federais foram sucateadas ao ponto em que faltou dinheiro até mesmo para pagar as contas de luz, como foi o caso na UFRJ. A proibição de novas contratações gerou um déficit de 7.000 professores. Em contrapartida, sua gestão incentivou a proliferação sem critérios de universidades privadas. Já na Secretaria da Educação de São Paulo, Paulo Renato transferiu, via terceirização, para grandes empresas educacionais privadas a organização dos currículos escolares, o fornecimento de material didático e a formação continuada de professores. O Brasil não pode correr o risco de ter seu sistema educacional dirigido por interesses econômicos privados.

No comando do governo federal, o PSDB inaugurou o cargo de “engavetador geral da república”. Em São Paulo, nos últimos anos, barrou mais de setenta pedidos de CPIs, abafando casos notórios de corrupção que estão sendo julgados em tribunais internacionais. Sua campanha promove uma deseducação política ao imitar práticas da extrema direita norte-americana em que uma orquestração de boatos dissemina dogmas religiosos. A celebração bonapartista de sua pessoa, em detrimento das forças políticas, só encontra paralelo na campanha de 1989, de Fernando Collor.

Contribuição: Site ViOMundo

Saiba como aderir ao Manifesto em Defesa da Educação Pública:

Clique aqui:
http://www.viomundo.com.br/politica/professores-denunciam-bonapartismo-de-serra.html

sábado, 16 de outubro de 2010

Marina,... você se pintou?


*Por Maurício Abdalla

“Marina, morena Marina, você se pintou” – diz a canção de Caymmi. Mas é provável, Marina, que pintaram você. Era a candidata ideal: mulher, militante, ecológica e socialmente comprometida com o “grito da Terra e o grito dos pobres”, como diz Leonardo.
Dizem que escolheu o partido errado. Pode ser. Mas, por outro lado, o que é certo neste confuso tempo de partidos gelatinosos, de alianças surreais e de pragmatismo hiperbólico? Quem pode atirar a primeira pedra no que diz respeito a escolhas partidárias?
Mas ainda assim, Marina, sua candidatura estava fadada a não decolar. Não pela causa que defende, não pela grandeza de sua figura. Mas pelo fato de que as verdadeiras causas que afetam a população do Brasil não interessam aos financiadores de campanha, às elites e aos seus meios de comunicação. A batalha não era para ser sua. Era de Dilma contra Serra. Do governo Lula contra o governo do PSDB/DEM. Assim decidiram as “famiglias” que controlam a informação no país. E elas não só decidiram quem iria duelar, mas também quiseram definir o vencedor. O Estadão dixit: Serra deve ser eleito.
Mas a estratégia de reconduzir ao poder a velha aliança PSDB/DEM estava fazendo água. O povo insistia em confirmar não a sua preferência por Dilma, mas seu apreço pelo Lula. O que, é claro, se revertia em intenção de voto em sua candidata. Mas “os filhos das trevas são mais espertos do que os filhos da luz”. Sacaram da manga um ás escondido. Usar a Marina como trampolim para levar o tucano para o segundo turno e ganhar tempo para a guerra suja.
Marina, você, cujo coração é vermelho e verde, foi pintada de azul. “Azul tucano”. Deram-lhe o espaço que sua causa nunca teve, que sua luta junto aos seringueiros e contra as elites rurais jamais alcançaria nos grandes meios de comunicação. A Globo nunca esteve ao seu lado. A Veja, a FSP, o Estadão jamais se preocuparam com a ecologia profunda. Eles sempre foram, e ainda são, seus e nossos inimigos viscerais.
Mas a estratégia deu certo. Serra foi para o segundo turno, e a mídia não cansa de propagar a “vitória da Marina”. Não aceite esse presente de grego. Hão de descartá-la assim que você falar qual é exatamente a sua luta e contra quem ela se dirige.
“Marina, você faça tudo, mas faça o favor”: não deixe que a pintem de azul tucano. Sua história não permite isso. E não deixe que seus eleitores se iludam acreditando que você está mais perto de Serra do que de Dilma. Que não pensem que sua luta pode torná-la neutra ou que pensem que para você “tanto faz”. Que os percalços e dificuldades que você teve no Governo Lula não a façam esquecer os 8 anos de FHC e os 500 anos de domínio absoluto da Casagrande no país cuja maioria vive na senzala. Não deixe que pintem “esse rosto que o povo gosta, que gosta e é só dele”.
Dilma, admitamos, não é a candidata de nossos sonhos. Mas Serra o é de nossos mais terríveis pesadelos. Ajude-nos a enfrentá-lo. Você não precisa dos paparicos da elite brasileira e de seus meios de comunicação. “Marina, você já é bonita com o que Deus lhe deu”.

*Professor de filosofia da UFES, autor de Iara e a Arca da Filosofia (Mercuryo Jovem), dentre outros.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Marina neles!!!


Gravações ontem até 4hrs da madruga. Subo a serra agora e vou de encontro a minhas montanhas internas, o silêncio me conduzirá até elas.
Domingo será de volta ao Rio pra votar na Marina da Silva. Já pensaram que sonho essa mulher à frente do Brasil? Fico imaginando a figura frágil abismando o planeta com o tamanho de sua dignidade. Marina da Floresta naquelas reuniões de primeiro mundo, entre os grandes, ali vestida com o recato fora de moda (mas todo seu, único), um tonzinho nos lábios à base de beterraba cozida, um toque nos olhos, a sobrancelha por fazer e o sorriso calmo dos que abraçam a verdade. Seu vice é o melhor dos vices, homem simples, que, do nada, fez a Natura, aquele império de sucessos. Por aí se vê que Marina na cabeça do país se cercará dos melhores. Não dos amigos, asseclas, parentes, ou políticos desqualificados, mas de competentes técnicos para cada setor. Lá no topo da liderança ela será um lindo exemplo de retidão e eficiência, para que todo cidadão repense seus próprios atos e formas, e assim, se reinvente na conquista de um país melhor. Que assim seja!

Acabo de ver o debate, Serra, muito preparado, apresentou possibilidades de soluções concretas (ainda que mts vezes, utilizando exemplos pontuias). Marina falou de forma abrangente, de seu conceito para um país q precisa ser encarado com ideias novas e factíveis. Fico com ela nesse primeiro turno, dou meu voto para a modernidade, clareza, probidade, e retidão.

Contribuição: Blog Maitê Proença

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Independência da mulher também na cama

No Brasil, as mudanças do mercado de trabalho vieram na década de 70. O homem enfrentou séria dificuldade em suprir sozinho as inesgotáveis demandas de uma família em transformação. A mulher então saiu de casa em busca do seu próprio dinheiro. Ela precisava ajudar seu companheiro a complementar o orçamento da nova família consumidora. Hoje o verbo 'ajudar', no contexto familiar, já assumiu outras conotações. Tanto o homem quanto a mulher já produzem sozinhos a renda que é minimamente necessária para liderar uma casa. O dinheiro da mulher brasileira está garantindo a independência financeira do homem, garante o IBGE.

Neste momento, que ainda é de transição, a mulher precisa estar atenta para as suas próprias vulnerabilidades. Quando viajamos de avião, a aeromoça nos orienta a colocar a máscara de oxigênio primeiro em nós mesmos e depois no outro. Isso precisa ser colocado em prática na vida.

A mulher está sempre pensando em cuidar do outro, seja do marido, dos filhos, colocando-se em último lugar; ou está em primeiro lugar em todos os aspectos e não tem mais disponibilidade para estar com o outro. São as mulheres que têm um alto grau de exigência, e esta postura hostiliza e afasta os homens. Como consequência, elas obtêm sucesso no trabalho, mas não conseguem ser felizes nas relações amorosas.

Quando existe uma mudança, é natural que as pessoas passem de um extremo ao outro, até que possam, com os aprendizados, conseguirem encontrar um equilíbrio. É preciso acreditar que é possível conciliar o esforço das mulheres para obterem êxito em seu trabalho com o desejo de também serem felizes no amor.

Margareth Alves, psicóloga e terapeuta familiar

Contribuição: Bonde News

sábado, 25 de setembro de 2010

Gisele Bündchen declara apoio a Marina Silva



Em vídeo publicado na página da campanha do PV à Presidência da República no YouTube, a top model brasileira Gisele Bündchen declara seu voto à Marina Silva. Defensora de causas socioambientais, a top model mais famosa e mais cara do mundo diz que apoia a candidata porque ela tem o foco "no lugar certo" e por acreditar em seus projetos. "Ela é uma mulher que parece ter muita integridade", diz Gisele, no vídeo.

No depoimento, a modelo elogiou Marina pelo seu desempenho no Ministério do Meio Ambiente e por sua decisão de deixar o governo no momento em que perdia apoio para o projeto de combate ao desmatamento na Amazônia. "Ela mostrou que tinha uma missão e que foi pressionada", afirma. Gisele é embaixadora da Boa Vontade da Organização das Nações Unidas (ONU) para o meio ambiente e participa constantemente de eventos em apoio à preservação ambiental.

Na rede de microblogs Twitter, Marina comemorou a adesão da top model. "Fiquei muito feliz com a declaração da Gisele. Isso só aumenta a altura e a velocidade da onda verde", afirmou a candidata. Além da top model, Marina recebeu hoje o apoio do senador peemedebista Pedro Simon (RS).

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Empresa de telefonia abre inscrições para estagiários

24/09/2010

A empresa de telefonia TIM abriu inscrições para estudantes interessados em fazer estágio nas unidades da empresa em sete estados brasileiros, incluindo o Paraná. Há vagas para estudantes com previsão de formatura em dezembro de 2011 e de 2012, que tenham conhecimento avançado de inglês e informática.

As inscrições ficam abertas até 29 de outubro, no endereço www.tim.com.br. Podem se inscrever estudantes dos seguintes cursos de graduação: administração de empresas, análise de sistemas, antropologia, ciências da computação, ciências contábeis, economia, comunicação social, desenho industrial, direito, engenharias, estatística, filosofia, marketing, pedagogia, psicologia, relações internacionais, sistemas de informação e sociologia.

Contribuição: UEL Notícias

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Novo shopping de Londrina terá investimento de R$ 212 mi

Boulevard vai gerar 900 empregos durante as obras e tem previsão de entrega para o segundo semestre de 2012. Confira imagens do empreendimento



O grupo português Sonae Sierra lançou nesta segunda-feira (13) o Boulevard Londrina Shopping, que será construído junto ao Complexo Marco Zero, zona leste da cidade.

O empreendimento terá investimentos de R$ 212,1 milhões líquidos, e deve gerar 900 empregos durante as obras, com início previsto para outubro. Quando pronto, no segundo semestre de 2012, a expectativa é que sejam criados três mil postos de trabalho.

O shopping será construído em uma área de 47,8 mil metros quadrados, abrigando 236 lojas, sendo 197 lojas satélites, oito âncoras, três semi-âncoras, praça de alimentação com 23 lojas de fast food, dois restaurantes, sete salas de cinema da rede Cinemark e área de lazer da Magic Games. O espaço ainda contará com um hipermercado Walmart.


Uma das lojas âncoras já foi definida: a Etna, loja especializada em artigos para casa. A empresa tem dez unidades no Brasil, e a loja de Londrina será a segunda no Paraná.

A comercialização dos espaços já começou e a expectativa dos investidores é entregar o shopping com 100% dos espaços ocupados. O fato da região contar com 800 mil consumidores em potencial é o principal atrativo.

"Nossa estratégia é apostar em cidades com esta, voltada para o futuro, com potencial de crescimento. Londrina tem um fôlego que permite isso", afirma o CEO da Sonae Sierra Brasil, José Baeta Tomás. A empresa é responsável pela construção do Parque D. Pedro Shopping, em Campinas (SP),considerado o maior shopping da América Latina.

Projeto Arquitetônico

A proposta arquitetônica do Boulevard Londrina é aliar centro de compras a um espaço de cultura, lazer e convivência. A decoração e fachadas externas terão temática inspirada na "Pequena Londres". Na parte externa, o grafismo remetem aos detalhes da bandeira inglesa.

Um dos pontos de destaque está em uma das entradas, o atrio. O local terá pé direito com mais de 20 metros de altura e com fachadas totalmente envidraçadas. Na praça de Alimentação, localizada no 2° piso, haverá um terraço onde os visitantes poderão apreciar a vista externa.


O espaço gastronômico também contará com restaurantes que abrigam áreas abertas, possibilitando a integração ao boulevard do complexo, que deu origem ao nome do Shopping.

O caminho, com 700 metros de extensão e 26 de largura, possibilita ao visitante a interligação aos edifícios do complexo e também ao shopping. Já o paisagismo externo vai contemplar espelhos d’água e plantas exuberantes.

Contribuição: Bond News