domingo, 27 de junho de 2010

Romanos 3:24


Anderson

"Sendo justificados GRATUITAMENTE pela sua GRAÇA, pela sua REDENÇÃO que há em CRISTO JESUS".

Há uma imensa preocupação de centenas de milhares de pessoas, porque não dizer de milhões que desenvolvem a sua fé/espiritualidade em algo ou em alguém, na expectativa de conquistar e/ou ser recompensado numa outra vida, no limear do portal dimensional dessa vida.

Para tanto, essas muitas milhares de pessoas estabelecem rotinas religiosas no afã de não somente agradar, mais conquistar essa recompensa celestial, recheada de descanso e paz eterna.

Muito mais que uma construção de letras e palavras, o texto acima indica a impossibilidade humana de conquistar algo que está pra além do potencial-humano de conquista, na verdade, não há presságios negociáveis para está tão grande salvação proporcionada por essa maravilhosa graça.

O conteúdo profético, denuncia a arrogância da relegião representadas nas figuras de templos e figuras carismáticas, intituladas como líderes-religiosos. De fato a logomarca registrada de cada instituição; a proposta instituicional não pode em hipótese alguma salvar alguém em qualquer que seja o estado em que a pessoa se encontra.

Fomos todos justificados gratuitamente, exato GRATUITAMENTE! Sei que é difícil para nosso orgulho humano de não ter participação nessa justificação, principalmente quando alguém se comporta de forma ilibada, e acretida que através de um código de pode-e-não-pode consegue seduzir a Deus, ao ponto em que Este se deixa ser acionado por um dispositivo maniqueísta-religiso.

Graças ao nosso Mestre Jesus que nos ama, e em sabendo da nossa incapacidade de justificação, se fez injusto para que nós tornássemos justo nEle. De modo em que todos nós, absolutamente todos que professe e confesse que Jesus Cristo é o Senhor já esta salvo em Cristo e por Cristo.

Essa graça orinda dessa fonte bondosa que é Cristo, nivela a todas as pessoas, seja; ricas ou pobres, negros ou brancos, migrantes ou imigrantes, homens ou mulheres, ignorantes ou intelecutais, membros ou líderes, católicos ou evangélicos, ocidentais ou orientais [...], enfim essa graça nos nivela a ponto de gerar a humilde percepção de que todos somos iguais e de que ninguém, absolutamente ninguém é melhor do que o outro, por que agora, não há gregos ou troríanos, judeus ou gentios, mas um só povo chamado igreja do Senhor Jesus Cristo.

É importante dizer que essa igreja não traz uma logomarca escrita de neon, nem tão pouco é apenas um espaço físico com um amontoado de tijolos e pinturas, mas todavia é o agrupamento de milhares de pessoas, de todas as tribos, raças,línguas e nações que confessam que Jesus Cristo é o Senhor, e dedicam suas vidas no Reino de Deus sob os ensinamentos do Evangelho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, que resume em amar a Deus sob todas as coisas e ao próximo com Ele [Jesus] amou.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

O Fariseu e a Criança


Palavras de Tomas Merton: “Se tenho uma mensagem para meus contemporâneos, certamente é esta: sejam o que quiserem, sejam loucos, bêbados… Mas evitem, a todo custo, uma coisa: ’sucesso’”. Evidentemente, Merton se refere ao culto ao sucesso, à fascinação farisaica por honra e poder, o impulso implacável de realçar a imagem do impostor aos olhos dos admiradores. Quando, porém, minha falsa humildade desdenha do prazer da conquista e escarnece os elogios e louvores, fico orgulhoso dela, alienado e isolado das pessoas reais, de modo que o impostor domina novamente.

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Extraído do capítulo 5 de "O impostor Que Vive Em Mim" de Brennan Manning

Contribuição: Blog Caminho da Graça

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Os Intelectuais e a Educação


Gramsci examinou de perto o papel dos intelectuais na sociedade: todo homem é um intelectual, já que todos têm faculdades intelectuais e racionais, mas nem todos têm a função social de intelectuais. Ele propôs a ideia de que os intelectuais modernos não se contentariam mais de apenas produzir discursos, mas estariam engajados na organização das práticas sociais.

Segundo sua análise, “não há actividade humana da qual se possa excluir de toda intervenção intelectual, não se pode separar o ‘homo faber’ do ‘homo sapiens’” enquanto, independentemente de sua profissão específica, cada um é a seu modo “um filósofo, um artista, um homem de gosto, participa de uma concepção do mundo, tem uma consciente linha moral”, Mas, nem todos os homens têm na sociedade a função de intelectuais.

Historicamente se formam categorias particulares de intelectuais, “especialmente em relação aos grupos sociais mais importantes e passam por processos mais extensos e complexos em conexão com o grupo social dominante”. Gramsci, então, distingue entre uma “intelectualidade tradicional” que, sem razões, se considera uma classe distinta da sociedade e os grupos intelectuais que cada classe gera “organicamente”. Estes últimos não descrevem a vida social simplesmente por regras científicas, mas de preferência exprimem as experiências e os sentimentos que as massas por si mesmas não conseguem exprimir.

O intelectual tradicional é o literato, o filósofo, o artista e por isso, diz Gramsci, “os jornalistas, que acreditam ser literatos, filósofos e artistas, também acreditam ser os verdadeiros intelectuais”, enquanto que modernamente é a formação técnica a que serve como base do novo tipo de intelectual, um “construtor, organizador, persuasor”, que deve partir “da técnica-trabalho para a técnica-ciência e a concepção humano-histórica, sem a qual permanece especialista e não se torna dirigente”. O grupo social emergente, que labuta por conquistar a hegemonia política, almeja conquistar a própria ideologia intelectual tradicional, ao mesmo tempo que forma seus próprios intelectuais orgânicos.

A organicidade do intelectual se mede pela maior ou menor conexão que mantém com o grupo social ao qual se relaciona: eles operam, tanto na sociedade civil quanto na sociedade política ou estado. A primeira representa o conjunto dos organismos privados nos quais se debatem e se difundem as ideologias necessárias para a aquisição do consenso que aparentemente surge de modo espontâneo das grandes massas da população em torno às decisões do grupo social dominante. A segunda é onde se exerce o “domínio directo do comando que se expressa no Estado e no regime jurídico”. Os intelectuais são como “apostadores do grupo dominante para o exercício das funções subalternas da hegemonia social e do regime político”. Assim como o Estado, que na sociedade política almeja unir os intelectuais tradicionais com os orgânicos, também, na sociedade civil, o partido político forma “os próprios componentes, elementos de um grupo social que nasce e se desenvolve como económico, até convertê-los em intelectuais políticos qualificados, dirigentes, organizadores de todas as actividades e as funções inerentes ao desenvolvimento orgânico de uma sociedade integral, civil e política”.

A necessidade de criar uma cultura própria dos trabalhadores relaciona-se com o apelo de Gramsci por um tipo de educação que permite o surgimento de intelectuais que partilhem das paixões das massas de trabalhadores. Neste aspecto, os adeptos da educação adulta popular tomam Gramsci como uma referência. Seu sistema educacional pode ser definido dentro do âmbito da pedagogia crítica e a educação popular teorizadas e praticadas mais contemporaneamente pelo brasileiro Paulo Freire.

Contribuição: Wikipedia