sexta-feira, 4 de junho de 2010

౦౩ de Junho Dia de CORPUS CHRISTI

Corpus Christi (expressão latina que significa Corpo de Cristo) é uma festa que celebra a presença real e substancial de Cristo na Eucaristia.

É realizada na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. É uma festa de 'preceito', isto é, para os católicos é de comparecimento obrigatório participar da Missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do país respectivo.

A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico (cân. 944) que determina ao Bispo diocesano que a providencie, onde for possível, "para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia, principalmente na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo." É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o Bispo (cân. 395).

Tapete de Corpus Christi em Poá - SP - Brasil


HISTÓRIA
A origem da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao Século XIII. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do "Cristo todo" no pão consagrado. A Festa de Corpus Christi foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus’ de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.

O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago do Cabido Diocesano de Liège na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico. Conta a história que um sacerdote chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis, vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu então ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o Dom da fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da Consagração veio-lhe a resposta em forma de milagre: a Hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sangüíneos e as toalhas do altar sem no entanto manchar as mãos do sacerdote, pois, a parte da Hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo. Por solicitação do Papa Urbano IV, que na época governava a igreja, os objetos milagrosos foram para Orviedo em grande procissão, sendo recebidos solenemente por sua santidade e levados para a Catedral de Santa Prisca. Esta foi a primeira procissão do Corporal Eucarístico. A 11 de agosto de 1264, o Papa lançou de Orviedo para o mundo católico através da bula Transiturus do Mundo o preceito de uma festa com extraordinária solenidade em honra do Corpo do Senhor.

A festa de Corpus Christi foi decretada em 1264. O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão surgiu em Colônia e difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.

A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: ‘Este é o meu corpo...isto é o meu sangue... fazei isto em memória de mim’. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade. Corpus Christi é celebrado 60 dias após a páscoa.

Procissão de Corpus Christi, Moosburgo, Alemanha, 2005


A FESTA NO BRASIL
Em muitas cidades portuguesas e brasileiras é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa. Esta festividade de longa data se constitui uma tradição no Brasil, principalmente nas cidades históricas, que se revestem de práticas antigas e tradicionais e que são embelezadas com decorações de acordo com costumes locais.

Em Pirenópolis, Goiás, é uma tradição os tapetes de serragem colorida e flores do cerrado, cobrindo as ruas por onde passa-se a procissão de Corpus Christi, também efeita-se 5 altares para a adoração do Santíssimo Sacramento, e execução do cântico latino Tamtum Ergo Sacramentum, esta procissão é acompanhada pela Irmandade do Santíssimo Sacramento e pela Orquestra e Coral Nossa Senhora do Rosário. É neste dia que o Imperador do Divino recebe a coroa, para a realização da Festa do Divino de Pirenópolis, do ano seguinte.

Em Castelo, no estado do Espírito Santo, as ruas são decoradas com enormes tapetes coloridos formados por flores, serragem colorida e grãos. Em São Paulo, o município de Matão é famoso por seus tapetes coloridos feitos de vidro moído, serragem e flores que formam uma cruz no centro da cidade. A cidade de Mariana - MG comemora a festa de Corpus Christi enfeitando as ruas com tapetes de serragem e pinturas. Jaguáriúna - SP, Santo André -SP, Santana de Parnaíba - SP, São Joaquim da Barra - SP e Jacobina - BA também seguem o mesmo estilo, as ruas ao redor da matriz são enfeitadas com serragem, raspa de couro, areias coloridas, tudo o que a criatividade proporciona para este dia santo. Em Caieiras - SP a Juventude da Cidade promove com sua criatividade tapetes que se estendem no trajeto da procissão deste solene dia, desde a Igreja Matriz de Santo Antonio até a igreja de São Francisco de Assis, este trabalho dura doze horas e é coroado com a procissão luminosa em torno ao Santíssimo Sacramento.

Em Porto Ferreira - SP, a festa tem como finalidade a partilha, em comunhão com as três paróquias da cidade, é arrecado alimentos que vão servir para os enfeites nas ruas por onde o Santíssimo Sacramento irá passar, e após a solenidade serão doados a famílias que são assistidas por pastorais, como a Pastoral da Criança e Pastoral da Saúde, que realmente necessitem. Esta iniciativa perdura desde 2008.

EM PORTUGAL
Em todas as 20 dioceses de Portugal fazem-se solenes procissões a partir da igreja catedral, tal como em muitas outras localidades, que são muito participadas. Estas procissões atingem o seu esplendor máximo em Braga, Porto e Lisboa.

Ordenada por D.Dinis, a festa do Corpus Christi começou a ser celebrada em 1282, embora haja referências à sua comemoração desde os tempos de Dom Afonso III.[1] Em Portugal a festa de longa tradição era antigamente celebrada com danças, folias, e procissões em que sagrado e o profano se misturavam. Representantes de várias profissões, carros alegóricos, diabos, a serpe,a coca, gigantones, ao som de gaitas de foles e outros instrumentos desfilavam pelas ruas.[2] Das danças dos ofícios, em Penafiel ainda se celebra o baile dos ferreiros, o baile dos pedreiros e o baile das floreiras.[3][4]

Esta celebração tem uma conotação muito forte no Minho, particularmente em Monção e em Ponte do Lima. Em Ponte de Lima a tradição d´O Corpo de Deus perdura já há vários séculos. O Corpo de Deus é celebrado no 60º dia após a Páscoa, ou mais correctamente na Quinta-feira que se segue ao Domingo da Santíssima Trindade (que por sua vez é o primeiro Domingo a seguir ao Pentecostes) seguindo a norma canónica. a diferença prende-se no facto de no dia posterior ao feriado nacional, se realizar uma celebração, própria e exclusiva da vila, tendo sido decretado desde 1977 feriado para todos os Limianos. As celebrações do Corpo de Deus realizam-se durante todo o dia, sendo os Limianos presenteados com uma procissão da parte da manhã e outra da parte da tarde em volta da vila e uma missa para todos os habitantes do Concelho no próprio dia, sempre ao meio dia(12h00), na Igreja Matriz.

Em Braga, é também tradição desde 1923 a presença massiça de Escuteiros do Corpo Nacional de Escutas - Escutismo Católico Português, pois foi nessa procissão que os mesmos se apresentaram em público naquele ano.

Fonte: Wikipédia

domingo, 30 de maio de 2010

PRECIPITAR


Por Anderson Souza

Não sei por qual motivo [apesar de suspeitar], mas, por esses dias a palavra PRECIPITAR ficou orbitando em minha mente, pode ser pelas situações recém-vivenciadas, ou pela quantidade de vezes em que a ouvi, e diante dessa demanda mental e verborrágica, curiosamente fui averiguar a semântica dessa palavra e consultei o “Pai dos Burros”, para ter uma melhor compreensão e encontrei a seguinte definição: Ato ou efeito de precipitar-se, pressa irrefletida; não muito satisfeito insisti nessa definição e deparei-me com: Atirar, lançar, arremessar (em situação desfavorável).

Em suma precipitar é se antevir por algo que não se sabe ao certo o que vai acontecer, mas que pode acontecer, isso ocorre numa tomada de decisão antes da hora ou do momento adequado. De fato, precipitar na vida acarreta em algumas conseqüências, e isso pode ser bom ou ruim [ao que parece geralmente é ruim], entretanto fico refletindo: Como não se precipitar?

Bom, o ideal era que se aprendesse a não se precipitar sem se precipitar, e como isso seria possível? Talvez através do método de observação, observo alguém que se precipite e logo não precipitarei. Porém, isso nem sempre é possível, ou melhor, geralmente não funciona assim, aprendemos algo com muita eficácia quando sensorialmente passa por “nossa pele”, ou seja, aprendo a não precipitar, precipitando.

Exatamente isso, a idéia empregada não é apenas um trocadilho e palavras, de fato no ato da precipitação, entende-se que alguém esta sendo precipitado e que talvez devesse estar sendo, porém esse entendimento surge justamente pelo fato de estar precipitando. Logo, compreende-se que em muitas situações e precipitações da vida, é quase que inevitável não se precipitar, simplesmente pelo fato de que nem sempre se consegue fazer a leitura correta da situação.

De modo que, à medida que vai se precipitando aprendesse a não mais se precipitar, e diante desse processo agregador de experiência, as escolhas da vida passam por filtros da sabedoria, da paciência e do bom senso. Saber disso, ou entender dessa forma, ajuda-nos a lidar com escolhas boas e más sucedidas na história de nossas vidas, e nos alenta a não mais nos autocomiserar pelas percas na nossa trajetória, e sim nos estimular a enfrentar a vida na esperança de que as boas e/ou melhores escolhas da vida estão por vir.

Cacete de Agulha

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Feedback - Prédica de Cleverson de Barros - Alusivo Ceia do Mês de Maio/2010


Por Anderson Souza

Em função de dezenas de compromissos, não está muito fácil mander o blog atualizado, são tantos assuntos que poderíamos compartilhar, tantas idéias que passa por nossas mentes a cada instante. Enfim, de fato, essa corrida frenética da atualidade tem exaurido nossas forças e abreviando os dias e as horas...

Todavia, alguns assuntos não tem como passar em branco, até porque fica martelando nossa mente; um deles que desejo comentar foi a ministração do Cleverson na AD- Central/Londrina, na última ceia desse mês [Maio/2010].

Foi umas da melhores mensagens que já ouvi nesse templo, a tempos que não via e ouvia uma homilia tematizando a ceia com tanta consistência do Evangelho. Com muita propriedade questionou as bases pirâmidais da religião que se materializa nas instituciões denominacionais, que por sua vez produz pessoas hipócritas, frias, sem vida, sem amor ao próximo, seus interesses são muito mais em cumprir com a lei dogmática, do que se relacionar com graça com o OUTRO.

De fato, a ceia era e é para pecadores, pecadores consciente do seu estado de pecabilidade e limitações humanas, contudo entendem que só há possibilidade de justiça e de santificação em Jesus Cristo, porque nEle somos visto pelo Pai em estado de santidade e assim temos condições de comer e beber dEle, não como mero ritual, mas como perspectiva consciente de que quando nos alimentamos de Deus temos vida conosco, com Ele e com o próximo.