terça-feira, 14 de junho de 2011

Cabelos encaracolados que se alisam,
Loiras que se tornam morenas,
Morenas que desejam ser ruivas,
Cabelos com aplic,
Pele clara que se submetem a bronzeamento,
...Pele morena que evita o sol, para não escurecer,
Olhos castanhos que recebem lentes verdes,
Estatura que amentada a partir de salto-alto,
Músculos que se estimulam com exercícios,
Cérebro que não se esgota com inúmeras leituras,
Silicone, plástica, cirurgias... Artifícios humanos.
Há uma busca humana, tentativas de preenchimento,
Uma sensação de que não há nada que, satisfaz o ser humano,
Um demasiado descontentamento,
buscamos o tempo todo ou todo o tempo, se reinventar,
alcançar o diferente, para que diferença se instale paradoxalmente em nós,
Como aceitar nossa condição humana?
Fazer as pazes com nós mesmo,
Estabelecer tréguas com comportamentos efêmeros?
Como fugir da futilidade da vida?
Como estancar o fluxo da busca insatisfatória?
Talvez tudo isso, guardada as devida proporções, nós torna humanos e demasiadamente humanos! Sobretudo, ignorar a condição humana é desconhecer a própria existência

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